O último bate-papo do ano

Karíssimas leitoras, hoje quero convidá-las a se sentar, tomar uma xícara de café – ou chá talvez (açúcar ou adoçante?) e batermos um papo sobre como foi esse ano. Tão tradicional quanto panetone, papai noel de shopping e show do Roberto Carlos na TV, as retrospectivas têm um papel importante na nossa vida e acho apropriado contar, brevemente, como foi o meu ano e talvez você se identifique em algo.

Dois mil e dezessete foi meu primeiro ano de casada. O primeiro ano vivido na minha própria casa, ao lado do meu marido – as lembranças do namoro, quando nos despedíamos domingo à noite, depois do culto, parecem já bastante distantes.  Também temos nosso cachorrinho – o Napoleon! – e nossa casa anda agitada depois que o peludinho se mudou para cá. Minha sobrinha mais velha se formou no primeiro ano do ensino fundamental e encheu a tia de orgulho – ela já sabe ler! Além disso, finalmente nos associamos a uma igreja que nos acolheu com carinho e agora fazemos parte de um pedacinho do Corpo de Cristo que se reúne aqui em São Paulo. Por fim, pude realizar um sonho importante na minha carreira: desfrutar de um período sabático e repensar a vida e as prioridades nessa nova fase. Meu coração se enche de gratidão ao pensar em tantas coisas lindas que Deus me concedeu ao longo desse ano.

Contudo, esse não foi um ano fácil. Arrisco-me a dizer que foi o ano mais difícil que já enfrentei até hoje. Passei por uma internação tensa e complicada, devido a um surto de Esclerose Múltipla. A doença, que esteve estagnada nos últimos 14 anos, agora está se agravando e novas lesões surgiram, e assim, engrosso a fila dos pacientes que dependem de medicamentos de  alto custo. Além disso, perdi grandes amigas – todas velhinhas! – que foram minhas professoras na Escola Bíblica Dominical e assistiram minha conversão aos 7 anos de idade. Que tristeza não tê-las mais por perto! Alguns familiares se foram e fazem falta. Outros, igualmente queridos, estão lutando contra doenças terríveis. Sem contar as notícias de desemprego, a corrupção e todo a situação que o nosso país enfrenta.

A essa altura, você deve estar se pensando que esse é um texto de lamentação mas não é. Quando penso em cada um dos momentos difíceis que vivi ao longo desse ano, penso também em quão presente tem sido o Senhor. Seja em me encorajar quando precisei de forças para lutar ou me consolando na hora de chorar as perdas, Ele esteve sempre presente. E, por isso, esse é um texto de gratidão! Foi difícil mas o Senhor não me abandonou e nunca abandona os que são seus e buscam refúgio em seus átrios.

Essa retrospectiva pessoal do ano me faz lembrar que os anos anteriores também tiveram suas dificuldades. Diante de tal perspectiva, não podemos nos iludir e esperar que 2018 seja somente um mar de rosas. Não será. Mas os feitos do Senhor em nossas vidas servem para nos comprovar o quão fiel e bondoso Ele é e produz em nós a esperança de que Ele continuará cuidando de nós:

“Lembro-me da minha aflição e do meu delírio, da minha amargura e do meu pesar. Lembro-me bem disso tudo, e a minha alma desfalece dentro de mim. Todavia, lembro-me também do que pode dar-me esperança: Graças ao grande amor do Senhor é que não somos consumidos, pois as suas misericórdias são inesgotáveis. Renovam-se cada manhã; grande é a tua fidelidade!Lamentações 3:19-23 – NVI (grifo da autora).

Essa passagem me faz lembrar também de um hino muito antigo em que os autores são gratos a Deus pelas rosas e pelos espinhos, pelo céu e pelas nuvens, pelo amor e pela aflição. Afinal, não é nenhuma novidade que teríamos aflições mas Jesus nos encorajou: “tenham ânimo, eu venci o mundo!” (João 16:33). O hino foi originalmente escrito em inglês mas a versão em português  é bastante conhecida:

Graças dou por minha vida 

Graças dou por minha vida que Jesus já transformou
e também por meu futuro e por tudo o que passou;
pelas bênçãos derramadas, pelo amor, pela aflição,
pelas faltas perdoadas, grato sou de coração.

Graças pelo azul celeste e por nuvens que há também:
pelas rosas do caminho e os espinhos que elas têm.
Pelas lutas desta vida, pela estrela que brilhou,
pela prece respondida e a esperança que falhou.

Graças dou a Jesus Cristo, que morreu em meu lugar,
pela paz que é sem medida e me ajuda a caminhar.
Graças dou por meus amigos e o consolo no chorar,
pelo amparo nos perigos, sempre graças hei de dar.

Que o Novo Ano seja repleto de momentos alegres e felizes mas que, acima de tudo, possamos experimentar o cuidado de Deus em cada dificuldade que surgir. E assim, que nossa retrospectiva seja de gratidão pelos bons e pelos maus momentos.

Boas Festas e até 2018!

 

Fotografia: Carli Jeen on Unsplash

Escrito por

Brasileira por nascimento e espanhola no passaporte, casada com o Marco Antonio, cristã desde os sete anos de idade. Já trabalhou como enfermeira, manicure, maquiadora, contabilista, auditora e modelo plus size. Viajante frequente, após doze anos como executiva de Auditoria, descobriu que precisava de uma pausa para repensar a vida e redefinir as prioridades. Gosta muito de redes sociais, é apaixonada por tudo que faz e super curtiu quando o Facebook lançou as reações, principalmente o "amei".

3 comentários em “O último bate-papo do ano

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