Resoluções de Ano Novo – o ano todo!

Começo esse post, reforçando meu desejo de que você, Karíssima leitora, tenha um excelente Ano Novo junto com seus queridos familiares e amigos. No meu último texto compartilhei com vocês sobre a tradicional retrospectiva de final de ano e confesso que, naquele momento, não tinha levado em conta que as resoluções de Ano Novo são quase tão tradicionais quanto a própria retrospectiva. Apesar de fazer a primeira, confesso que não sou adepta da segunda e vou rapidamente explicar os motivos.

Antes, porém, tive que pesquisar o significado da palavra resolução para garantir que tinha o entendimento correto dela: 1) meio pelo qual se decide um caso duvidoso, uma questão; 2) capacidade de decidir; expediente; 3) decisão tomada após deliberação; 4) transformação, mudança física; e alguns outros significados que não se aplicam ao nosso contexto e por isso decidi não listá-los.

Acho genial a ideia de virar do calendário, girar a chave em 31 de dezembro, e nos renovar a esperança de que o próximo ano vai ser diferente e melhor. Parto do palpite, contudo, de que uma pesquisa rápida entre nossos conhecidos vai revelar que, na verdade, o ano novo acaba sendo o repeteco do ano anterior. Não, corrijo: as pessoas no ano novo continuam sendo as mesmas que no ano anterior.

Imaginem duas pessoas que decidiram emagrecer no ano novo – creio que seja a mais popular de todas as resoluções mas deve estar no páreo com virar “fitness“, parar de fumar/beber e ser mais tolerante com os outros. Quando perguntadas sobre a motivação para tal resolução, a primeira pessoa responde que deseja ter mais disposição física para sentar no chão e brincar com os filhos, passando mais tempo de qualidade com eles. A segunda pessoa, por outro lado, responde que decidiu emagrecer porque está gorda. Quem tem mais chances de cumprir sua resolução? Provavelmente é a pessoa que quer brincar com os filhos pois, sua motivação, aparentemente, é mais genuína. Vocês já devem ter ouvido histórias de pessoas que “decidiram” emagrecer porque o pai, a mãe, o cônjuge, o médico ou o amigo disseram que ela estava gorda e deveria perder peso.  Assim, chego à conclusão que nossas resoluções falham porque as tomamos ou com base na motivação errada ou com base na motivação dos outros e elas acabam sendo resoluções muito superficiais.

Em segundo lugar, se olharmos para a definição de resolução veremos que esta se trata de uma decisão tomada após deliberação. Ou seja, dispensa-se tempo para pensar sobre o assunto, refletir, buscar conselhos, orar e pedir direcionamento antes de tomar a decisão. Dadas as circunstâncias na época das festas – eventos, compras, viagens, encontros – quem consegue tempo para refletir sobre o que precisa ser mudado? Confesso: eu não consigo.

Mas apesar de parecer que eu sou contra resoluções, estou apenas argumentando meus motivos para não fazê-las no ano novo. Quando lemos o livro de Daniel logo no capítulo 1, vemos que em um contexto de guerra, de cativeiro, e na condição de prisioneiro, ele tomou uma resolução que foi fundamental não só para sua sobrevivência mas para algo muito maior que foi a manifestação do poder de Deus nos tempos do rei Nabucodonosor: “Daniel, contudo, decidiu não se tornar impuro com a comida e com o vinho do rei, e pediu ao chefe dos oficiais permissão para se abster deles.” (v.8 NVI – grifo meu).

Se você fez resoluções de ano novo e já falhou ou sabe que é uma questão de tempo para que fracasse no seu propósito, sugiro que ore, busque direcionamento, reflita sobre o que precisa realmente ser mudado na sua vida. Se suas resoluções forem realmente relevantes e não superficiais ou por motivações erradas, sugiro que trace um plano de ação. Quer ler a Bíblia toda esse ano? Adote um plano de leitura anual (a internet está cheia deles!).  Quer ter uma rotina devocional mais consistente? Busque um devocional diário – há boas opções impressas e online. Precisa, de fato, cuidar do seu corpo e da sua saúde? Identifique o que precisa de mudanças mais urgentes e vá implementando seu plano em etapas (alimentação, atividade física, tratamentos médicos, parar de fumar, perder peso) – nosso corpo é o templo do Espírito Santo e nos equivocamos se pensarmos que esse tipo de resolução é frívola e superficial.

Em resumo, o que quero dizer é que não precisa ser ano novo para fazermos nossas resoluções. Pode ser fevereiro, agosto ou outubro; o dia sempre será oportuno para mudanças positivas. E lembre-se, sempre, de que Deus tem o controle de tudo e é Ele quem te fará prosperar nas suas resoluções: “Consagre ao Senhor tudo o que você faz, e os seus planos serão bem-sucedidos.” (Provérbios 16:3).

Fotografia: Unsplash

Escrito por

Brasileira por nascimento e espanhola no passaporte, casada com o Marco Antonio, cristã desde os sete anos de idade. Já trabalhou como enfermeira, manicure, maquiadora, contabilista, auditora e modelo plus size (oooooh!). Viajante frequente, após doze anos como executiva de Auditoria, descobriu que precisava de uma pausa para repensar a vida e redefinir as prioridades. Gosta muito de redes sociais, é apaixonada por tudo que faz e super curtiu quando o Facebook lançou as reações, principalmente o "amei".

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