Ma-mãe man-dou eu es-co-lher es-se da-qui…

Nescau ou Toddy? Marvel ou DC? Com gás ou sem gás? Sempre que me perguntam uma dessas coisas, minha tendência é dizer: “Não pode ser um pouco de cada? Tem que ser um ou outro?”

Tem dia que eu acordo querendo aquela pelotinha do Toddy que fica por cima do leite, tem dia que eu acordo querendo o Nescau docinho que fica no fundo do copo e tem dia que eu acordo com vergonha na cara e não quero nenhum dos dois. O fato de amar o Capitão América que é da Marvel não me impede de amar o Superman da DC. Eu não gosto de escolher, não sei escolher, prefiro não escolher. Então eu fico com E em lugar de OU. Mas eu posso me dar a esse luxo quando estou falando de frivolidades. Meu futuro, minha lisura e meu caráter não estão comprometidos em decisões como o melhor achocolatado para tomar no café da manhã.

Há escolhas na vida que determinam quem você é e quem você pretende ser, e são essas que dão frio na espinha. Infelizmente, no mundo pós-moderno relativista de hoje, incorremos no grande risco de tratar frivolidades como se fossem “A Escolha de Sofia” e nas escolhas sérias e definitivas da vida cantarmos “mamãe mandou”.

A linha entre absolutos e relativos precisa ser traçada com firmeza por você antes de pensar em como fazer suas escolhas. É necessário acessar lá no fundo quais são suas crenças e valores mais primários, aquilo em que você acredita e de onde partem suas verdadeiras motivações, quais as premissas que regem sua moral e são a base do seu caráter. Por que tudo isso? Porque essa é a única maneira de fazer escolhas coerentes. Com essa linha bem firme, você conhece o que é absoluto e com isso você não negocia. Com essa linha bem firme, você conhece também o que é relativo e que pode abrir mão disso em favor de outra pessoa. Sabendo o que é absoluto e o que é relativo, fazer escolhas se torna muito menos assustador.

Por exemplo, estou diante do caminho A ou B e pra seguir em um deles vou precisar comprometer meus valores, nem há escolha a ser feita, certamente é o outro. Quando entre um e outro não há comprometimento de valores, eu analiso os prós e contras, a relação custo benefício, escolho o rumo a seguir e sigo.

Já participei de alguns projetos onde precisávamos no início definir missão, visão e valores para então começar a traçar os objetivos que queríamos alcançar e qual seria a metodologia para esse fim. Nos últimos tempos tenho sido desafiada a sentar e escrever qual a minha missão, a minha visão e os meus valores antes de organizar meu “projeto de vida”. Aquela velha pergunta filosófica “quem sou, onde estou e para onde vou” precisa começar a ser respondida.

Se você é cristã como eu, glorificar a Deus é o que vai nortear sua missão, sua visão e seus valores. Nele vivemos, nos movemos e existimos, por isso a glória Dele é o primeiro filtro de todas as nossas escolhas. Ele é o nosso absoluto! A definição mais importante da vida é se você vai viver pra Glória de Deus, depois que isso está definido o caminho é viver de acordo. Se estou diante de uma decisão entre A e B, me pergunto: “Qual dos dois vai dar mais glória a Deus?” e pronto, já tenho minha resposta! Se estou entre duas coisas que glorificam a Deus, fica fácil escolher também, porque o que importa mesmo já está garantido. Aí você pode fazer listas de prós e contras, pode pedir conselhos, pode até cantar mamãe mandou!

Não é possível esgotar o assunto sobre escolhas e decisões, há sempre mais detalhes envolvidos e não podemos ser simplistas. Mas compartilho com você minha experiência, considerar a glória do Senhor como o primeiro filtro tem sido libertador! Que Ele nos dê graça e sabedoria!

“Confie no SENHOR de todo o coração; não dependa de seu próprio entendimento. Busque a vontade dele em tudo que fizer, e ele lhe mostrará o caminho que deve seguir.” Provérbios 3.5-6

Fotografia: Nathan Dumlao on Unsplash

 

 

Escrito por

Sou goiana de nascimento, brasiliense de coração, mas cidadã do Brasil todo. Como filha de pastor, já perdi as contas de em quantas casas morei! Bíblia, teologia, enfermagem, futebol, música, cinema (muito cinema), séries (muitas séries), livros (muitos livros), esportes (mais assistir que praticar)... tudo isso mexe com meu coração. Sou metida a escritora (escrevi o livro "Copo com gelo") e movida à saudade! Vamos conversar?

2 comentários em “Ma-mãe man-dou eu es-co-lher es-se da-qui…

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