Não somos mais crianças

 

Vocês provavelmente já ouviram alguma coisa sobre o personagem Peter Pan, o menino que se recusava a crescer e vivia grandes aventuras, se divertindo com seus amigos e lutando contra piratas na “mágica” Terra do Nunca. Na estória existe um outro personagem, a menina Wendy, que diferente de Peter e mesmo tendo passado algumas temporadas na Terra do Nunca, preferiu vivenciar as experiencias da tal vida adulta, que o menino tanto desprezava.

Vivemos uma época em que a realidade da vida adulta se tornou algo irritante e uma espécie de síndrome de Peter Pan tem tomado a mentalidade da sociedade e adentrado a igreja. Vemos cada vez menos Wendys. As pessoas estão se recusando a crescer e isso vai muito além da busca pela juventude, é uma recusa em aceitar a realidade, uma fuga.

 Nossa geração esta cada vez mais sensível para com a opinião alheia, temos que ser “politicamente corretas”, temos que falar coisas agradáveis com as quais todos concordem. O conceito do politicamente correto veio como resposta para uma necessidade de uma movimentação social, era para incluir, dar liberdade e voz àqueles que não eram ouvidos e eram marginalizados, mas esse conceito está cerceando a liberdade e a verdade. Vem criando pessoas que não sabem lidar com opiniões diferentes das suas, que não lidam bem com as frustrações, que batem o pé e gritam quando contrariados, assim como uma criança quando não ganha um doce da mãe no supermercado. Adultos que se recusam a crescer e enfrentar a vida real. Cidadãos que se acham cheios de direitos, mas que frequentemente se esquecem de seus deveres básicos.

Tudo isso afeta não só a maneira como vemos o mundo, mas como nos relacionamos com ele enquanto igreja. Somos embaixadoras de Cristo na terra e temos a missão de propagar a Verdade do Evangelho àqueles que não a conhecem. E queridas, a Verdade ofende o mundo e não é popular, exatamente porque bate de frente com as mentiras que aprisionam e escravizam as mentes.

Não devemos nos conformar com os padrões deste mundo (Romanos 12:2), nem ser levados pelo erro, mas buscar permanecer firmes, crescendo, não só como adultas, mas no conhecimento de Cristo (2Pedro 3:18). Quantas vezes deixamos de cumprir nosso papel como cristãs por conta da preocupação em ser politicamente correta? Comecei a pensar nisso quando percebi que esse caminho leva à direção oposta ao que está em Tiago 5:19, 20

“Meus irmãos, se algum de vocês se desviar da verdade e alguém o trouxer de volta, lembrem-se disto: Quem converte um pecador do erro do seu caminho salvará a vida dessa pessoa e fará que muitíssimos pecados sejam perdoados.”

Começamos a nos perguntar: Será que querem me ouvir? E se ela não gostar do que vou falar? E se não falar mais comigo? Será que posso perder sua amizade? Entre outros questionamentos internos que tiram nosso foco do que deve ser feito.

A Escritora Nancy Leigh DeMoss ilustra de maneira muito clara essa realidade. Ela dá o seguinte exemplo: “Se eu olhasse pela janela no meio da noite e notasse que a casa dos meus vizinhos estava pegando fogo, correria até lá e faria o que tivesse de fazer para chamar-lhes a atenção e tirá-los do perigo. Se necessário, gritaria e bateria na porta. Não me preocuparia com a hipótese de que se irritassem por acordá-los no meio da noite. Não me preocuparia nem um pouco se iria ferir seus sentimentos.” [1] É obvio que não se trata de ser rude ou grosseira ao conduzir alguém que anda no erro para a luz da verdade, até porque não há crueldade na verdade, mas será que não estamos deixando de ajudar nossas irmãs e irmãos? Quantos pessoas queridas têm passado por tropeços e até quedas em suas vidas porque pensamos não caber a nós interferir? E quantas vezes não reagimos com rispidez quando somos corrigidas? Afinal “cada um que cuide da sua vida”. São tantos os jargões e as atitudes infantis: “Se mexer com meu pecadinho de estimação não falo mais com você”.

Precisamos voltar nossas mentes para o que Deus nos ensina em Sua Palavra e agir de modo coerente. Deixar as brincadeiras e as birras da infância e agir como adultas, assumindo nosso papel e responsabilidades. Diferente do que pensava Peter Pan, a vida adulta é um presente a ser celebrado e não um enfado cheio de chatice. Se tem sido assim pra você, busque o amadurecimento em Deus, porque Ele nos quer vivendo plenamente.

“Quando eu era menino, falava como menino, pensava como menino e raciocinava como menino. Quando me tornei homem, deixei para trás as coisas de menino.” (1 Coríntios 13:11)


[1] Mentiras em que as mulheres acreditam e a Verdade que as Liberta, Ed Vida Nova

Escrito por

Uma goiana de passagem por este mundo caótico, onde vem buscando ser moldada por Deus e ter uma vida que O glorifique. Mãe de três preciosidades: André-8, Danielle-6 e Tiago-3. Dona de casa com alegria e apaixonada por tudo que envolve este mundo "caseiro". Amante de um café fresquinho, cheiro de livro novo, artes manuais de todos os tipos e pamonha quentinha em um dia de chuva. Conheceu seu marido em Minas, já morou nos três estados do Centro-oeste e hoje serve ao Senhor da seara, com seu marido no treinamento de missionários junto a MNTB em Vianópolis.

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